O coronavírus, a mídia e as politicagens de nossos governantes


Jomateleno dos Santos Teixeira

Somos da CESB – Confederação do Elo Social Brasil – e temos um compromisso assumido através de nosso estatuto, regimento interno e código de ética de defender o cidadão brasileiro de todas as mazelas praticadas pelos poderes Executivo, legislativo e Judiciário.


De forma alguma iremos minimizar a gravidade da pandemia, mas não podemos fechar nossos olhos para as coisas que estão acontecendo em nosso país.


Não podemos negar que grande parte ou a maior parte da solução para o problema não está na ciência das exatas, e, traduzindo para quem não sabe o que é uma ciência exata, faremos aqui uma breve explicação:


“uma ciência exata é um campo capaz de determinar expressões quantitativas, predições precisas e métodos rigorosos de testar hipóteses, especialmente os experimentos reprodutíveis envolvendo predições e medições qualificáveis”


Será que a mídia brasileira e também a população brasileira não percebem que primeiramente a “politicagem” tirou o poder da presidência da republica de gerir o problema, passando estas responsabilidades para os governos estaduais e municipais, obrigando o governo federal a apenas liberar os recursos (tarefa conferida ao STF que hoje é um partido político)?


Em seguida, como não poderia deixar de ser, liberou estados e municípios de fazerem licitações. Pronto! Estava aberta a porta que os “políticos” queriam, já que no Brasil, legislativo e executivo são praticamente a mesma coisa, visto que negociam entre si.


Com esta abertura, o que presenciamos no Brasil foi uma verdadeira farra com os valores que eram para ser usados no combate à pandemia, respiradores superfaturados, compra de respiradores na adega, respiradores que não serviam para o combate do problema, superfaturamentos de mais de 500% entre um estado e outro e o que é pior, uma verdadeira amnésia da mídia brasileira que sequer faz perguntas sobre o uso do dinheiro enviado pelo governo federal.


De sorte a Polícia Federal vem atuando e enquadrando vários governadores e prefeitos, o que de forma alguma trará de volta as vidas perdidas, e é claro que este trabalho da Polícia Federal também não interessa para a mídia que passa esses assuntos de forma rápida e volta a massacrar o governo federal.


E AGORA?


E agora, como não poderia deixar de ser, o STF (puxadinho dos partidos de esquerda do Brasil) novamente edita normas para permitir que estados e municípios adquiram vacinas diretamente de outros países, anulando assim a autonomia do Ministério da Saúde e até mesmo alguns desconsiderando o poder da ANVISA, já que até aprovações internacionais querem fazer valer aqui dentro do Brasil. Claro que irão transformar isso em mais uma enorme fonte de corrupção, já que não precisarão de licitação.


Será uma segunda farra do dinheiro público no combate ao coronavírus. Perguntamos: até quando o Brasil irá suportar esses saqueadores da pátria?


Confira na lista a seguir quanto recebeu seu estado de verbas federais para o combate ao coronavírus e auxílios emergenciais:


- Repasses do Governo Federal para cada estado só em 2020.


- Valores diretos: saúde e outros.

- Valores indiretos: suspensão e renegociação de dívidas:


Acre: R$ 6,8 bilhões.

Auxílio: R$ 1,38 bilhão.


Alagoas: R$ 18,09 bilhões.

Auxílio: R$ 5,46 bilhões.


Amazonas: R$ 18,5 bilhões.

Auxílio: R$ 6,84 bilhões.


Amapá: R$ 6,7 bilhões.

Auxílio: R$ 1,47 bilhões.


Bahia: R$ 67,2 bilhões.

Auxílio: R$ 25,35 bilhões.


Ceará: R$ 42,5 bilhões.

Auxílio: R$ 15,17 bilhões.


Distrito Federal: R$ 9,8 bilhões

Auxílio: R$ 3,45 bilhões.


Espírito Santo: R$ 16,1 bilhões.

Auxílio: R$ 5,57 bilhões.


Goiás: R$ 27,1 bilhões.

Auxílio: R$ 9,95 bilhões.


Maranhão: R$ 36 bilhões.

Auxílio: R$ 11,8 bilhões.


Mato Grosso: R$ 15,4 bilhões.

Auxílio: R$ 4,96 bilhões.


Mato Grosso do Sul: R$ 11,9 bilhões.

Auxílio: R$ 3,71 bilhões.


Minas Gerais: R$ 81,4 bilhões.

Auxílio: R$ 26,96 bilhões.


Pará: R$ 39,5 bilhões.

Auxílio: R$ 14,71 bilhões.


Paraíba: R$ 21,2 bilhões.

Auxílio: R$ 6,57 bilhões.


Paraná: R$ 38,6 bilhões.

Auxílio: R$ 13,7 bilhões.


Pernambuco: R$ 42,7 bilhões.

Auxílio: R$ 16,2 bilhões.


Piauí: R$ 19 bilhões.

Auxílio: R$ 5,68 bilhões.


Rio de Janeiro: R$ 76 bilhões.

Auxílio: R$ 24,94 bilhões.


Rio Grande do Norte: R$ 18,3 bilhões.

Auxílio: R$ 5,55 bilhões.


Rio Grande do Sul: R$ 40.9 bilhões.

Auxílio: R$ 12,2 bilhões.


Rondônia: R$ 8,6 bilhões.

Auxílio: R$ 2,64 bilhões.


Roraima: R$ 5,1 bilhões.

Auxílio: R$ 1,04 bilhão.


Santa Catarina: R$ 21,6 bilhões.

Auxílio: R$ 7,22 bilhões.


São Paulo: R$ 135 bilhões.

Auxílio: R$ 55,19 bilhões.


Sergipe: R$ 12,9 bilhões.

Auxílio: R$ 3,85 bilhões.


Tocantins: R$ 10,5 bilhões.

Auxílio: R$ 2,28 bilhões.


- Fontes: Portal da Transparência/Localiza SUS/Senado Federal

- Dados até 15 de janeiro de 2021


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